CAT

O horário de funcionamento do CAT é de 24 horas por dia, todos os dias da semana e durante todo o ano.

Os horários dos serviços prestados são adequados à faixa etária de cada criança e suas necessidades e às rotinas habituais, sobretudo na fase de acolhimento/ adaptação institucional.

No entanto o horário está organizado da seguinte forma:

  1. Os horários das refeições

HORÁRIOS DAS REFEIÇÕES

Refeições

Semana

Fim-de-semana/Férias

Pequeno-almoço

7h30

10h

Almoço

12h00

12h00

Lanche

16h00

16h00

Jantar

19h00

19h00

Ceia

Antes de deitar

Antes de deitar

  1. O horário de estudo é entre as 16h30 e as 18h00, tendo cada criança/jovem o horário de estudo definido de acordo com o horário DSCF2661escolar; o não cumprimento deste horário ou não conclusão das tarefas escolares implica a definição de outro horário a pela Equipe Técnica de acordo com as cláusulas presentes no Manual de Funcionamento.
  2. horário de regresso ao fim de semana deverá ser até 18h00 de domingo, durante o período lectivo, salvo excepções combinadas entre a família e a Equipa Técnica em que esta autoriza outro horário. Nas férias podem regressar até 21h do dia de regresso definido.
  3. Os horários dos contactos telefónicos poderão ser realizados, durante a semana das 19.30h até à hora de deitar e sem prejuízo dos horários de funcionamento, e ao fim de semana e feriados das 10h às 22h. Cada criança ou jovem pode telefonar para a família, desde que solicite à Equipa Técnica e que esta o considere pertinente, deixando indicação junto da Equipa Educativa.
  1. actuação rápida e eficiente nas primeiras horas (recepção) com a colaboração dos Auxiliares de Acção Directa.
  2. A equipa técnica organizará o processo individual da criança/Jovem.
  3. A permanência do menor no CAT será sempre definida na medida aplicada pela entidade que o colocou na instituição.
  4. Periodicamente, e sempre que solicitado, são remetidos relatórios de evolução e avaliação do menor na Instituição, à entidade competente.
  5. Desde o acolhimento da criança no CAT é elaborado o seu Projecto de Vida, pela equipa técnica. Este projecto é elaborado tendo em consideração todo o seu percurso de vida, a medida aplicada, bem como avaliação contínua de tudo o que concerne à criança/jovem, antes e durante o seu acolhimento. Contribuem para a definição do seu Projecto a análise do conteúdo das visitas, a análise e interpretação das solicitações dos familiares, a reacção da criança/jovem aos contactos que mantém com familiares e/ou outros.
  6. Na ausência de interesse por parte da família em assumir a criança/jovem, é importante reunir elementos para instauração da confiança judicial, com vista à adopção, ou iniciar contactos com instituições tipo “lar” para institucionalização da criança.
  7. Durante a permanência da criança/jovem no CAT, deve existir uma articulação entre as diferentes instituições relacionadas com a criança, no sentido de apoiar e orientar a família na melhoria das suas condições de vida, para que se prepare para o possível regresso do menor è sua família natural, ou apoiar noutras intervenções de acordo com o que for estabelecido no seu Projecto de Vida.
  8. Enquanto a criança permanece no CAT deve manter actualizado um registo fotográfico individual (as fotografias devem ser assinaladas com a respectiva data e devem-se privilegiar os momentos especiais na vida da criança, bem como as actividades em que participa; este processo deve ser feito com a colaboração da criança/jovem quando tem capacidade para tal). Este registo deve acompanhar a criança/jovem quando esta sai do CAT.

Encaminhamento

A criança só será encaminhada quando estiverem reunidas as condições para a concretização, em segurança, do seu Projecto de Vida. Regresso à família

Estrutura Interna:

O CAT é um edifício rés-do-chão composto pelas seguintes divisões/Espaços:

  1. Cinco Quartos
  2. Quatro Casas de Banho jovens
  3. Gabinete de Atendimento204
  4. Sala de Estar com espaço de Refeitório
  5. Cozinha
  6. Lavandaria
  7. Pátio Interno
  8. Anexo para arrumos
  9. Sala de actividades

Quadro de Pessoal

Equipa do CAT é constituída por:

  1. Directora Técnica
  2. Técnica Superior de Psicologia
  3. Educadora Social
  4. Equipa Educativa

8 Ajudantes de Acção Directa

  1. Equipa de Apoio (imputada à resposta social)

1 Cozinheira e uma ajudante de Cozinha

  1. Equipa Administrativa (imputada à resposta social)

1 Escrituraria Principal e 1 Ajudante Administrativo

Capacidade

O CAT tem capacidade para 20 crianças/jovens em regime de acolhimento temporário, com idades compreendidas entre os 0 e os 12 anos, e do sexo feminino pode estender-se até aos 16 anos. Acolhe crianças/jovens preferencialmente do distrito de Vila Real.
A admissão das crianças no Centro de Acolhimento é feita em parceria com a equipa do Núcleo de Infância e Juventude, do Centro Distrital da Segurança Social, com os Tribunais e com as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens.

Objectivos 
O CAT pretende ser um ponto de passagem para um projecto melhor. Enquanto isso, o CAT de Vilarandelo propõe-se a:

  1. Proporcionar o apoio educativo adequado à idade e características pessoais do jovem, procurando despistar e diagnosticar os aspectos mais carenciados de intervenção em termos de saúde, equilíbrio psico-afectivo, socialização e escolaridade, recorrendo, sempre que necessário aos espaços educativos e lúdicos do meio envolvente.
  2. Permitir a realização dos diagnósticos das situações concretas de cada jovem, bem como a definição dos respectivos planos sócio educativo individuais, num ambiente com as condições essenciais retirando-os do perigo em que se encontravam;
  3. Colaborar com todos os serviços do local de origem da criança/jovem, no sentido de obter a rápida reintegração deste no seio familiar/comunidade.

Horários de Funcionamento

  1. uso do telemóvel dentro do CAT por cada criança ou jovem é permitido, durante a semana, até à hora de deitar em que devem entregar aos elementos da Equipa Educativa de turno, ao fim-de-semana, o uso do telemóvel é o mesmo excepto na hora de descanso/ sesta.
  2. uso dos computadores portáteis, para realização de tarefas escolares é no período do horário de estudo. Para outros fins, tem de ser utilizado na sala de refeitório sempre com supervisão dos e002lementos da Equipa Educativa.
  3. horário das actividades lúdicas e desportivas integradas no Projecto Educativo é adaptado a cada criança ou jovem porque depende do seu horário escolar e do tempo de estudo de cada um, assim como do próprio horário das actividades, definidos no âmbito geral no Manual de Funcionamento.
  4. No caso de saída nocturna, é definido quem fica encarregue de levar as crianças/jovens e a hora de regresso pela Equipa Técnica ou pelos Ajudantes de Acção Educativa.

Entrada e Saída das Visitas

Os horários das visitas das famílias, saídas aos fins de semana e férias, são definidos sempre em função do superior interesse da criança ou jovem, das disponibilidades da família em função do judicialmente estabelecido. Após o acolhimento é estabelecido para cada situação concreta, o regime de visitas e saídas com a família, e elaborado um plano de visitas, pelo menos com antecedência mínima de 24h.

Os Serviços Prestados e Actividades Desenvolvidas

Acolhimento

  1. Chegada a criança/jovem é recepcionada pela Técnica Superior de Psicologia ou por quem esta designar;
  2. O Ajudante de Acção Directa procede ao registo dos pertences que acompanham a criança/jovem;

O Técnico presente recolhe, junto do(s) (elemento(s) que acompanha(m) a criança, o  maior número possível de informações para proporcionar uma biológica (nuclear ou alargada), adopção (nacional ou internacional), institucionalização ou integração em família idónea, são os projectos de vida passíveis de concretização, dependendo das características individuais de cada processo.

  1. Embora se pretenda que a permanência da criança/jovem no CAT ocorra no mais curto espaço de tempo possível, torna-se necessário que a sua saída se faça em condições que não ponham em risco o seu regresso a esta instituição, senão em contexto de visita e convívio amigável.
  2. Na altura da saída da criança/jovem, deve reunir-se a documentação, o álbum individual de fotografias da criança/jovem e devem organizar-se os haveres pessoais da criança/jovem para que ela os leve consigo (brinquedos, roupa, calçado, entre outros);
  3. Informar antecipadamente o estabelecimento de ensino e outros grupos na comunidade onde esteja inserida sobre a saída da criança;
  4. Sempre que possível, deve informar antecipadamente a equipa auxiliar do CAT sobre a saída da criança/jovem e qual o Projecto de Vida que se vai concretizar.
  5. Conforme o tipo de saída, variam os procedimentos a adoptar. Independentemente do tipo de encaminhamento, deve evitar-se um clima de demasiada consternação face a saída da criança, criando condições para que esta decorra de uma forma “saudável” e objectiva, sempre no superior interesse da criança.
  6. Os encaminhamentos possíveis são: colocação em contexto familiar, nomeadamente na família natural ou adopção, institucionalização prolongada ou entrega a família idónea; cada um deles deverá seguir um planos com tarefas específicas de acordo com o ritmo de cada uma das crianças/ jovens.

Estrutura Externa:
– Espaços da via pública: entrada principal do edifício, entrada de viaturas, entrada para colaboradores e utentes; quando necessário, entrada para ambulâncias, entrada para cargas e descargas de mercadorias, se necessário;
– Uma área envolvente ao edifício ajardinada e com espaço propício ao desenvolvimento de actividades e lazer dos utentes.

Voluntariado no CAT
“A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma.”
John Ruskin

O CAT é uma resposta social que tem beneficiado cada vez mais do apoio da comunidade, para tal criou-se uma Bolsa de Voluntariado. A Bolsa é constituída por pessoas da comunidade alargada, que de forma individual se têm disponibilizado para vir e estar com as crianças e jovens de uma forma recreativa, lúdica e até pedagógica. Pessoas que se têm tornado amigos da casa e de cada uma das crianças acolhidas.
Existem, também, grupos mais ou menos organizados que têm sido uma retaguarda enriquecedora para o trabalho aqui desenvolvido, nomeadamente, o Projecto Solidário CAT – http://projectosolidariocat-vilarandelo.blogspot.com/ ou – http://pt-pt.facebook.com/people/Projecto-Solidario-Cat/100001805416127 . Grupo composto por 4 jovens da Escola Secundária de Valpaços, no seu “PROJECTO SOLIDÁRIO” conseguiu financiamento para uma grande parte da obra de reconversão desta sala que antes era garagem, através do apoio financeiro da Câmara Municipal de Valpaços e recolha de brinquedos, mobiliário e outros artigos, sobretudo junto da comunidade educativa de Valpaços.
Liga dos Amigos das Crianças de Valpaços, Unidos por um Sorriso tem sido um dos grupos que de forma mais permanente tem apoiado esta resposta social desde há aproximadamente 4 anos.
Este grupo aparece com várias finalidades: ocupação de tempos livres, promover o relacionamento interpessoal, promover a auto-estima, cooperar com esta resposta social, e outras que se vão revelando essenciais no decurso do contacto com as crianças e jovens. Tem se revelado um grupo de apoio constante ao CAT com comemoração de aniversários, festa de Natal, participação em vários eventos de interesse local, visitas a locais do Concelho.

O Centro Clínico e Terapêutico Sr.ª da Saúde, também, tem sido um parceiro irrepreensível no que se refere á disponibilidade dos administradores e todos os técnicos sem exceção. Enaltecemos a forma como facilitam a marcação de consultas, encaminhamento das crianças do CAT, a concretização de sessões dos serviços especializados que dispõem, bem como, a celeridade do tratamento dos processos burocráticos, que tantas vezes atrasam as respostas em tempo útil.